Princípios Filosóficos


A educação é um processo humano e personalizado. Cada aluno é único e tem a sua história de vida, suas peculiaridades e seus projetos.
Cabe à Escola, neste processo educativo, conhecê-lo profundamente para proporcionar-lhe o aprendizado sólido e a convivência harmoniosa com o grupo, mediante:

• o atendimento com qualidade à criança e ao jovem com quem trabalhamos, revitalizando, estudando e analisando as novas experiências e teorias pedagógicas, sem, contudo, "testá-las" aleatoriamente;

• a promoção da autonomia, consolidada para o uso da liberdade pessoal e social, levando o aluno a assumir seu comportamento e suas atitudes, respeitando o próximo e a Instituição;

• a prática da cidadania, na consciência dos deveres e direitos. Todos os momentos do educando na Escola devem ser permeados por esta orientação, não sendo estipulado um momento único para disciplinas de Ética e Cidadania;

• a busca de uma dimensão cristã, levando o aluno a descobrir e vivenciar o Cristianismo como promovedor não só do bem-estar de todos, mas do homem e da sociedade no plano existencial de Deus;

• o estímulo do espírito lúdico e estético no aluno, bem como o uso de todo seu potencial criativo, despertando a sensibilidade para as artes, como meio não só de expressão e comunicação, mas também de transmissão de valores;

• o bom relacionamento com as famílias, para que o diálogo cooperador se estabeleça e haja harmonia entre Pais e Escola; a prática esportiva como atividade de formação física, humana e social;

• a prática da solidariedade como um valor a ser cultivado com todos de convivência próxima - dentro da Escola - bem como com aqueles de relacionamento fora da Escola (comunidade em geral).

 

O Projeto da ESTA


Projetar vem do Latim, projectare :lançar para frente, atirar longe, arrojar-se. Por isso um projeto deve ser organizado em torno de temas intrigantes e desafiadores para os alunos, oferecendo condições para trabalho "em rede" entre disciplinas. Um projeto precisa ter objetivos bem definidos, não pode acontecer à toa. Para elaborá-lo e executá-lo é preciso estabelecer relações com o que se pretende na área cognitiva e o tema proposto. As ações de um projeto não podem ser repetitivas, eventualmente podem ter caráter experimental e devem envolver estruturas particulares e inovadoras de operações.

Um projeto não é um mero planejamento para uma ou mais aulas mais incrementadas. Ele exige esforço pessoal, colaboração entre as equipes de algumas disciplinas ou séries e disposição para muito estudo.

"Há quem afirme que um projeto não necessita ser escrito. Não necessitaria se pudéssemos confiar na memória e na boa vontade de todos. Fixar as idéias no papel ajuda a termos mais clareza quanto ao que sabemos e podemos e permite também que outros saibam. O registro, que não deve ser um ritual burocrático, democratiza o acesso e a participação dos próprios professores, alunos e pais."

Não pode, portanto, haver rigidez numa proposta de projeto. No entanto é preciso fazer PREVISÕES. Nada de improvisação e muito planejamento: o que será feito a cada etapa, qual o material necessário, levantamento de custos, onde e a quem recorrer para consultas, que habilidades e recursos pode-se incluir no projeto...

Ao longo da execução o professor deve avaliar, até mesmo para redirecionar um projeto. Ele deve, ainda, observar a participação e interesse de cada aluno e ajudá-lo a avançar nas áreas de conhecimento onde tenha maior habilidade ou vencer nas áreas onde manifesta dificuldade. Por isso um projeto requer rotina e disciplina. Ele nunca poderá ser desorganizado e improvisado.

Acreditamos que o projeto é um caminho privilegiado para a aquisição de novos conhecimentos. É um recurso pedagógico no qual devemos investir. Quando bem elaborado e bem conduzido fica muito claro o interesse dos alunos em torno do tema que se pretende abordar. Compete a nós, educadores, instigarmos os alunos e fazê-los sujeitos participantes deste processo educacional.